Romarinho

Entrevista concedida em 05/05/2011

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Por Paulo Motoryn
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Tatuagem no braço, corrente de ouro e um largo sorriso. Esse é Romarinho, de 16 anos, maior promessa da base Palmeirense. Badalado desde os dez, quando chegou ao Palmeiras cercado de expectativas, o jogador chama a atenção por um desempenho impressionante dentro de campo e uma postura um tanto polêmica fora dele.

Romarinho, que é empresariado por Wagner Ribeiro, falou com exclusividade ao PTD. Contou que tem grande expectativa de subir para a equipe principal ainda nesse ano e contou sobre a experiência na seleção de base. A promessa ainda falou sobre suas características, ídolos, torcida pelo Palmeiras e colocou ponto final na polêmica com César Maluco, ex-diretor da base do alviverde.

Confira a entrevista na íntegra.

PTD: Como e quando você chegou no Palmeiras?

Ro: Cheguei no Palmeiras em 2004. O interesse surgiu depois que os olheiros me assistiram em uma competição de escolinhas de futebol, em que eu me sagrei o maior artilheiro da história do torneio. Fui chamado para um período de testes e, para minha felicidade, estou lá até hoje.

Como que o Wagner Ribeiro se tornou o seu empresário?

Ro: Eu tinha um outro empresário chamado João Bermudo, que era quem cuidava da minha careira. Mas, junto com meu pai e minha mãe achamos melhor delegar a função para o Wagner, pelo grande número de contatos que ele tem. Isso sem quebrar o vínculo com o Bermudo. Mas hoje, quem toma conta da minha carreira é mesmo o Wagner. O Ronaldo Fenômeno também, porque a 9Nine está cuidando da minha imagem há alguns meses.

Hoje você está com 16 anos e jogando no sub-17. Já treinou alguma vez no profissional?

Ro: Ainda não tive nenhuma experiência com o time profissional, mas se tudo der certo esse ano posso estar lá. Estou com muita esperança e com grande ansiedade. Mas o jeito é continuar trabalhando forte porque aí a oportunidade vai surgir. Ano passado foi bem complicado, tive algumas lesões que me atrapalharam bastante, mas esse ano espero que seja o ano da vitória!

A maior parte da torcida do Palmeiras nunca te viu em campo. Como você se definiria?

Ro: Sou um atacante que tem muita vontade, garra e velocidade. Sou bastante driblador, e principalmente artilheiro, fazedor de gol.

Há algum tempo se noticiou que equipes do Brasil e do exterior tentaram te tirar do Palmeiras. Até que ponto isso é verdade?

Ro: Na verdade, houve de fato algumas sondagens, mas não chegaram a se concretizar. Eu prefiro ficar de fora dessa parte. Meus pais e empresários que resolvem, então nem me preocupo com isso. Realmente o Santos e o Barcelona tiveram interesse, mas nada que chegou perto de me motivar a sair do Palmeiras.

No ano passado, o repórter Alex Muller publicou uma entrevista do então diretor da base do Palmeiras, o César Maluco, em que ele te chamava de indisciplinado e arrogante. Como você reagiu?

Ro: Fiquei sabendo das declarações do César. Ele foi muito infeliz, disse coisas que não deveria. Inclusive, ele deu uma entrevista para a Gazeta em que ele pedia desculpas e falava sobre o assunto. Acho que na entrevista para o Alex, o César se equivocou porque estava chegando e queria mostrar trabalho. Mas eu não reagi mal, apenas não concordei. A vida segue e espero que ele seja feliz.

Você é torcedor do Palmeiras?

Ro: Com certeza. Tenho um carinho muito especial pelo Palmeiras há bastante tempo. Mas acho que hoje, um jogador que se diz torcedor fanático por um time está mentindo. Mas o meu carinho é enorme e, além disso, tenho muito respeito. O Palmeiras não é só o que a gente vive lá dentro, tem milhões de torcedores do lado de fora. Então tem que respeitar a camisa que tem muita história.

Como foi sua experiência na Seleção de base do Brasi?

Ro: Experiência excelente. Peguei seleção sub-15, e fui o artilheiro da equipe no ano. Joguei quase todas as competições que poderia jogar. Só não joguei o Sul-Americano, infelizmente por conta de uma lesão na fíbula que me atrapalhou bastante e me deixou mais de seis meses fora dos gramados e iniciou um ciclo de lesões que espero superar nesse ano. Estou em uma enorme expectativa esse ano para ser convocado novamente e poder disputar o Mundial.

Quais são os seus ídolos no futebol?

Ro: O Messi é o maior jogador que vi atuar. Gosto muito do Iniesta por causa do estilo de jogo cadenciado. E o Kleber que, na minha opinião, é o melhor atacante do país, pela raça, pela vontade que são de arrepiar.

Quais são os seus sonhos no futebol?

Ro: O sonho de todo o jogador é defender a seleção e jogar na Europa. Pra mim não é diferente. Mas meu pensamento é de ficar no Palmeiras por muitos anos. Pretendo me firmar por aqui, me tornar ídolo ganhando títulos. Prefiro pensar antes no futebol do que no dinheiro que se ganha lá fora. Mas não nego que eu sonho em jogar no Barcelona. Jogar junto do Messi. Já imaginou pegar um pouco daquele mel que ele tem? É fogo (risos)!

 
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