Vinícius

Entrevista concedida em 15/04/2013

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Por Anderson Brito
@AndersonBrito9

O Palmeiras Todo Dia entrevistou com exclusividade o atacante Vinícius, um dos destaques da equipe na temporada. Entre outros assuntos, o jovem atleta falou sobre carreira, família, torcida e o amor pelo Verdão desde criança.

Confira abaixo o bate-papo:

Você foi revelado pelo Palmeiras, como foi sua chegada ao clube?

Cheguei com 12 anos após jogar na Portuguesa e fazer uma boa partida contra o Palmeiras. Recebi o convite para treinar no clube e estou aqui até hoje, graças a Deus.

E o apelido de Oséas durante a passagem pela base, como surgiu?

O apelido surgiu por causa do cabelo que era um pouco parecido e também por jogar no ataque e marcar muitos gols na base.  

Gostava do apelido?

Achava legal, afinal trata-se de um atacante que se destacou e conquistou muitos títulos aqui.

Tem algum ídolo no futebol e na vida?

Na vida tenho meus maiores ídolos que são meus pais, sem eles eu jamais conseguiria ter chegado até aqui. Agradeço a Deus todos os dias por ter a sorte de ter uma família maravilhosa que sempre me apoiou.  No futebol meu ídolo é o Marcos, apesar de já ter encerrado a carreira, sempre foi um exemplo de profissional, de caráter e de humildade. Foi a realização de um sonho poder jogar ao lado dele. Um cara que ganhou tudo, mas que nunca tratou ninguém  com diferença. São Marcos, ídolo eterno.

Você é o jogador mais novo da história do clube a entrar em campo pela equipe principal, e o segundo mais jovem a marcar um gol. Quando jogava na base, imaginava que poderia entrar para a história do Palmeiras?

Quando eu jogava na base, sonhava em um dia chegar à equipe principal. Foi mais rápido do que imaginei e é uma honra ser o mais novo da história a vestir a camisa desse clube maravilhoso.

Quais foram as maiores dificuldades que você encontrou nesses quase três anos na equipe principal?

Eu subi muito novo e a adaptação é demorada mesmo. A torcida é exigente, é time grande. Mas o bom é que desde cedo já me acostumei com as cobranças e isso sempre me deu forças para procurar sempre melhorar. Agora com uma sequência estou conseguindo corresponder em campo. Agradeço muito ao professor Kleina pela confiança.

Em 2011 houve um impasse na sua renovação de contrato, inclusive você recebeu proposta do exterior. Por que preferiu ficar no Palmeiras?

Houve um impasse entre diretoria e empresários, mas graças a Deus deu tudo certo. O Felipão pediu minha renovação e sou grato a ele também. Eu sempre quis permanecer, acho que sou muito jovem, na época mais jovem ainda. Acredito que eu tenho muito a crescer no Palmeiras, quero ficar aqui por muito tempo e quem sabe ser ídolo do clube.

Neste ano de 2013 você desceu do profissional para os juniores para disputar a Copa São Paulo de Futebol Júnior pela primeira vez. Como foi essa experiência?

Foi maravilhosa a experiência, ficamos muito tristes porque tínhamos todas as condições de conquistar o título. Eu quando fui perguntado se queria disputar, não pensei duas vezes. Todos nós sonhávamos em dar esse título inédito para o Palmeiras e formamos uma família. O torneio também me ajudou a ganhar ritmo e sequência, quando me reapresentei ao profissional, estava bem mais confiante.

Você acha que outros jogadores da base merecem uma oportunidade na equipe principal?

Sim, já temos vários jogadores da base no profissional e tenho certeza que vários outros têm condições e em breve receberão uma chance.

O Palmeiras vive uma fase de reformulação, passou por dificuldades, mas agora está encontrando o caminho das vitórias. Até onde esse time pode chegar?

Estamos em formação, aos poucos o time vai ganhando forma e vamos evoluindo. O grupo está fechado, todos são importantes. O professor Kleina sempre deixou isso bem claro. Vamos lutar sempre por todos os campeonatos, com os pés nos chão e jogo a jogo, podemos ir longe. Mas sem esquecer a obrigação de levar o Palmeiras de volta à primeira divisão.

E a torcida, você esperava tamanha mobilização?


Esperava sim, conheço bem nossa torcida e sei como ela é apaixonada. É muito gratificante receber o apoio e reconhecimento. Para que isso cresça cada vez mais, precisamos continuar representando em campo. Tecnicamente as coisas nem sempre dão certo, mas vontade nunca pode faltar e isso tem feito a diferença a nosso favor. A torcida do Palmeiras é a coisa mais linda do mundo, de arrepiar.

O Verdão conquistou a Libertadores em 1999, na ocasião você tinha seis anos de idade. Consegue se lembrar de algo desse momento histórico?

Não lembro tudo, mas lembro bem da disputa de pênaltis na final. Aquela bola indo para fora nunca sai da minha memória. Costumo dizer que estou em busca do meu segundo título da Libertadores. O primeiro eu conquistei como torcedor, em 1999.

Como é jogar no time do coração?


Conseguir ser jogador profissional é a realização de um sonho. Agora imagine jogar no time do seu coração desde os 12 anos de idade, não tenho palavras para descrever a satisfação e alegria.

Deixe um recado para a Nação Alviverde.

Quero agradecer pelo apoio ao grupo e prometer que vontade e determinação nunca irão faltar. Que possamos continuar nessa sintonia e juntos crescermos cada vez mais. Vocês têm feito toda a diferença a nosso favor. E se Deus quiser seremos muito felizes esse ano. Obrigado!

Nome: Vinicius Santos Silva
Natural de: São Paulo-SP
Idade: 19 anos
Nascimento: 03/08/93
Altura: 1,80m
Títulos: Copa do Brasil (2012)
 
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