Por Eduardo Luiz, da Redação PTD - 14/12/2018 - 00:43h.
Palmeiras faz questionamentos ao representante da Blackstar, que se incomoda
Através do diretor jurídico Alexandre Zanotta, o Palmeiras enviou uma lista com 19 questionamentos a Rubnei Quícoli, representante da Blackstar, empresa de Hong Kong que estaria disposta a investir 250 milhões de dólares por um patrocínio de 10 anos.

O Verdão pediu que as perguntas - reveladas pelo site da ESPN Brasil - sejam respondidas até às 19h desta sexta-feira.

Confira abaixo as questões:

(i) Favor enviar organograma societário do grupo econômico do qual a Blackstar faz parte, identificando todas as empresas e seus respectivos acionistas/sócios até o beneficiário final.

(ii) Favor identificar quais empresas terão operação no Brasil, e quais delas terão relacionamento com o Palmeiras.

(iii) Qual a sua função e posição no organograma do grupo de empresas?

(iv) Quais condições contratuais serão exigidas pela Blackstar para a assinatura do contrato e a liberação do valor do patrocínio?

(v) Favor enviar o último relatório anual divulgado para o mercado com os resultados das empresas do grupo.

(vi) A Blackstar apresentará alguma garantia bancária enquanto estamos evoluindo nas tratativas? Em caso positivo, qual tipo de garantia?

(vii) Quais outras referências bancárias podem ser fornecidas pela Blackstar?

(viii) Qual o plano de investimento da Blackstar no Brasil para os próximos 10 anos? Favor detalhar áreas de atuação e valores de investimento previstos.

(ix) Como a Blackstar pretende associar a sua marca ao Palmeiras? Quais as ações de marketing deverão ser viabilizadas pelo Palmeiras?

(x) A manutenção do patrocínio e/ou dos valores estará condicionada a algum fator ou variável como, por exemplo, performance esportiva?

(xi) Quais são os atributos (brand equity) identificados na marca do Palmeiras que podem fortalecer a imagem da Blackstar ou das empresas do grupo?

(xii) Outros clubes/times do Brasil poderão ser patrocinados durante o período do contrato com o Palmeiras ou haverá exclusividade?

(xiii) Qual seria o período do contrato? A Blackstar consideraria um período menor ou maior? Qual o prazo mínimo e o máximo?

(xiv) Como seriam feitos os pagamentos das verbas de patrocínio (valores, datas, condições etc.)?

(xv) Como a Blackstar pode contribuir para o fortalecimento da marca do Palmeiras (além dos aspectos financeiros)?

(xvi) A Blackstar possui contratos de patrocínio em outros países? Quem são os patrocinados?

(xvii) A intenção da Blackstar é explorar um número específico de marcas durante o período de contrato ou não há limite?

(xviii) Quais os parâmetros considerados para a escolha do Palmeiras? Quem tomou a decisão?

(xix) O interesse da Blackstar é exclusivo e específico no futebol ou considera outras possibilidades no caso do Palmeiras? Quais?


Também à ESPN Brasil, Quícoli mostrou-se incomodado com as perguntas: "Acho estranho pedir um relatório com prazo de 24 horas. Isso me cheira a menosprezo, como se estivessem apenas querendo informar aos torcedores que estão se dedicando. Também acho estranha a atitude e o pouco avanço, até porque essa me parece ser mais uma posição de desconfiança do que de interesse" disse o executivo.

"Sendo assim, em janeiro oficializo a proposta com um contracheque e caberá à Crefisa cobrir ou ao clube escolher. O Palmeiras jamais será um balcão para leilão" encerrou.
 
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