Por Eduardo Luiz, da Redação PTD - 04/09/2013 - 18:41h.
 
Em nota, WTorre contesta matéria da Folha
Matéria divulgada nesta quarta-feira pelo caderno Esportes da Folha de São Paulo informa que Palmeiras e WTorre estão em "conflito" por causa das cadeiras do Allianz Parque.

A construtora estaria requerendo o direito de comercializar mais do que 10 mil assentos, quebrando assim um suposto acordo selado na ocasião da assinatura do contrato. No final da tarde a WTorre se manifestou e negou qualquer conflito.


Confira abaixo a nota, divulgada no site da construtora:

Não há "choque" algum entre o Clube e a WTorre, porque não existe nenhuma dúvida quanto à quantidade de assentos disponibilizados para a torcida do Palmeiras. Em primeiro lugar porque 100% da renda de bilheteria dos jogos do Clube pertencem ao Clube. E também porque, por entender que a torcida do Palmeiras é o principal e mais importante público da arena, a WTorre, desde 2011, vem investindo em uma série de iniciativas de interação com os torcedores,  e um website com câmera ao vivo das obras. Por isso, não faz sentido algum imaginar que a arena irá restringir o acesso da torcida do Palmeiras a quaisquer de suas instalações, sejam cadeiras, camarotes, jogos ou eventos.  Os cerca de 45 mil assentos da nova arena do Palmeiras estarão integralmente à disposição da torcida do Palmeiras.

O contrato firmado entre WTorre e a Sociedade Esportiva Palmeiras estabelece um novo modelo de negócios em relação à operação dos antigos estádios do país, que é o que permite a viabilidade econômica do projeto. Exceto a renda da bilheteria dos jogos de futebol, que permanece integralmente com o Clube, o modelo da nova arena prevê diferentes modalidades de novas fontes de receitas, como naming rights e patrocínios, uma operação profissionalizada do estacionamento, a realização de eventos e o aluguel de camarotes e cadeiras, entre outras.  Não há no contrato nenhuma restrição à exploração das diferentes atividades que gerem receitas, mesmo porque o Palmeiras participa de todas as receitas advindas das novas atividades "extra futebol", o que beneficia diretamente o Clube.

Não há, nem nunca existiu, qualquer restrição da operação da arena em relação às atividades do clube como, por exemplo, o programa de sócio torcedor. As equipes da WTorre e do Clube vem discutindo diferentes formas de usar a arena como mais um fator de atração para o programa. O Programa Avanti, inclusive, possui um estande de vendas  e atendimento instalado de comum acordo entre clube e empresa, dentro da área de superfície da arena.

Há um equívoco na reportagem quando se vincula o número de associados ao programa de sócio torcedor e a capacidade do estádio. Vários programas bem-sucedidos de sócio torcedor no Brasil e no mundo como, por exemplo, os programas de sócio torcedor do Santos F.C. e do Sport Club Internacional, de Porto Alegre, possuem um número de associados muito superior à capacidade dos respectivos estádios.

O acordo entre Palmeiras e WTorre foi formalizado em 2008,  E foi amplamente discutido internamente pela S.E.P., tendo sido aprovado em todas as instâncias do Clube. Orçada em mais de R$ 500 milhões, as obras de reforma do estádio e a construção de mais de 20 mil m² em novas instalações para o Clube Social estão sendo integralmente custeadas pela WTorre.  A partir da inauguração, em 2014, o Palmeiras será o único clube brasileiro a ter um estádio nos padrões da FIFA com capacidade superior a 40 mil lugares, com zero de dívida, mantendo 100% da receita de bilheteria de seus jogos e recebendo participação crescente das receitas “não futebol” geradas pela arena, ao longo do período de 30 anos. Após esse período o clube receberá o estádio em perfeitas condições, reintegrando-o a seu patrimônio.
 
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