Especiais > Retrospectiva 2013
 
A temporada começou com o Palmeiras elegendo um novo presidente. Paulo Nobre foi eleito com 153 votos, 47 a mais que o candidato derrotado, Décio Perin.

A promessa de profissionalizar todo departamento de futebol foi logo cumprida por Nobre, que em poucos dias anunciou a chegada de José Carlos Brunoro para ocupar o cargo de diretor-executivo e de Omar Feitosa para ser o novo gerente de futebol. A nova equipe definiu a permanência do técnico Gilson Kleina.

Nomes aprovados por 90% da torcida, Nobre e Brunoro gozaram de prestígio por pouco tempo, pois menos de 20 dias depois, com a negociação de Barcos, estourou a primeira crise. Alegando problemas financeiros, a diretoria liberou o artilheiro do time na temporada anterior em troca de 4 jogadores do Grêmio (Vilson, Léo Gago, Rondinelly e Leandro).

Havia também a promessa da chegada de um quinto gremista, o que nunca aconteceu. Dos quatro que chegaram, apenas Leandro se firmou; Vilson (que já negociava antes da nebulosa troca) passou muito tempo no departamento médico, idem para Léo Gago. Já Rondinelly foi pouco utilizado por Kleina.

Sem Barcos, o Palmeiras terminou de disputar o Paulistão e deu início à disputa da Libertadores. No estadual, após campanha mediana na fase de grupos (que incluiu uma humilhante goleada sofrida para o Mirassol), o time acabou sendo eliminado pelo Santos, nos pênaltis.

Na competição continental, o Verdão também amargou resultados (e atuações) ruins contra Tigre e Sporting Cristal, mas as três vitórias em casa fizeram com que o time se classificasse para as oitavas de final. Destaque para a partida contra o Libertad, disparada a mais emocionante da temporada.

Nas oitavas de final o Palmeiras enfrentaria o Tigre. Após um 0 a 0 no México, onde o rival estava com 100% de aproveitamento, a vaga ficou encaminhada, mas ninguém contava que Bruno cometesse um dos maiores frangos da história, o que custou a eliminação em pleno Pacaembu (Fernando Prass estava lesionado).

Restava ao Verdão o martírio da Série-B. O início foi mais problemático do que o previsto, com uma derrota em casa para o América-MG e outra para o Sport, quando a arbitragem foi determinante para o resultado negativo.

Após a pausa para a disputa da Copa das Confederações, porém, o time voltou mais encorpado graças aos reforços que a diretoria conseguiu trazer (como o atacante Alan Kardec e o meia Mendieta), à boa fase de Wesley e ao retorno de Valdivia, que viveu mais um ano de muitas contusões, mas quando esteve em campo fez a diferença.

Apesar de ser superior tecnicamente aos seus adversários, o Verdão conseguiu perder 7 partidas durante a Série-B, o que fez a torcida voltar a questionar a qualidade do elenco e a capacidade do técnico Gilson Kleina. Mesmo com os tropeços, o time terminou como campeão e das 38 rodadas, só não ocupou a liderança em 9.

Paralelamente ao returno da segundona, o Palmeiras também disputou a Copa do Brasil. Ou melhor, fez figuração.

Como tinha participado da Libertadores, o time entrou direto nas oitavas de final, e encarou o Atlético-PR, que atravessava grande fase. A vitória por 1 a 0 no Pacaembu acabou ficando pequena, pois na volta a equipe paranaense não encontrou dificuldades para fazer 3 a 0 e se classificar (o rival chegaria à final, onde foi superado pelo Flamengo).

Fora de campo, o Palmeiras não viu seu novo estádio ser concluído em função de um litígio com a WTorre (a obra pode atrasar 1 ano) e viu a diretoria ganhar mais críticos. Além de Barcos, Nobre e Brunoro deram brechas para as saídas gratuitas de Souza e Luis Felipe, dois titulares. O volante queria um aumento e o lateral até chegou a assinar a prorrogação de seu vínculo, mas um erro de digitação invalidou o contrato.

Outro ponto questionado foi o marketing. Com a rescisão da Kia (a montadora cortou despesas em função de uma nova lei do mercado automobilístico), o Palmeiras passou 8 meses sem patrocinador master, e isso apesar da montagem de uma equipe profissional, com nomes renomados do mercado trabalhando (e ganhando bem).

Único fator positivo foi a reformulação no programa de sócio-torcedor. O Avanti, que iniciou a temporada com 8 mil sócios, terminou com pouco mais de 35 mil, a 5 mil da meta estabelecida pela diretoria.

Assim foi 2013 para o Palmeiras. Sem ter o que comemorar e com péssimas perspectivas para 2014, ano do centenário.

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Eduardo Luiz
Equipe PTD
 
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