CUCA OU EDUARDO? (01/02/2017)
 


Ao término de 2016, a torcida alviverde se viu órfã de um técnico vencedor. "Cuca" deixara a "Sociedade" e levara consigo a confiança de toda uma coletividade.

Circunstancialmente movida pela necessidade de substituir o técnico demissionário, a "Sociedade buscou um nome de consenso. De fato, qual fosse o profissional escolhido, ele chegaria munido do archote da dúvida. Agradar a crítica e exigente galera esmeraldina não seria fácil. "Eduardo Baptista" teria uma dura tarefa a realizar.

"Cuca" transformara um time desacreditado em conquistador. Adotando o "4-3-3" sistematizado, ele abdicava do trabalho de bola e verticalizava o contra-ataque, por intermédio de três ou quatro passes, onde velocidade e arremate davam colorido e finalizavam a estratégia de jogo.

"Cuca" não possuía onze titulares, mas sete ou oito jogadores imprescindíveis. Revezava os três ou quatro restantes, conforme o adversário e suas características.

"Cuca" transmitia com clareza aquilo que pretendia dentro das quatro linhas, embora não fosse um técnico que gozasse da simpatia ampla e geral do elenco. Todavia, jogador não é imbecil e sabe identificar quando o treinador é bom ou não.

Contudo, "Cuca" partiu e deixou saudades, mas partiu. Agora os ventos sopram rumo a novos objetivos e através das mãos de "Eduardo Baptista". Jovem ambicioso, ele pretende dar "cara de mau" a um time articulador, capaz e atrevido.

"EB" adotará o "4-1-4-1", que poderá variar para o "4-3-3". Afinal, a humildade pede passagem e deixa claro que nunca jogamos no lixo o que deu certo. O que precisamos, na verdade, é de mudanças pontuais e que formatem uma "Sociedade" imprevisível e surpreendente, dentro das quatro linhas.

"EB" privilegia a posse de bola e a tática trabalhada exaustivamente nos treinamentos. Adepto da "meritocracia", ele apresentará seus titulares, mas não onze, vinte e dois.

Entretanto, não se façam de rogados, "EB" é a última palavra e tem o respeito do time. Isso é bom.

Viveremos do passado ou olharemos esperançosamente para o futuro?



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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História... Amizades... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.

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