A BATALHA DE MONTEVIDÉU (28/04/2017)
 


Talvez, para você, a importância resida no slogan "FEB" e por um lapso de memória, o jogo frente o "Peñarol" não seja imperativo.

Contudo, minha palestrinidade pede que te conte como foi disputar uma partida valendo a vida, sob inúmeros aspectos.

Valia a cadeira de técnico, a confiança dos torcedores e a cabeça dos guerreiros - ou jogadores? - alviverdes, principalmente nossos afrodescendentes, vítimas escolhidas pelo preconceito reinante entre nossos irmãos sul-americanos.

Em princípio, a estratégia falhou. Os compartimentos do time não encaixavam e o eminente fracasso remetia a coletividade aos mesmos dilemas dos últimos meses. Fora ou dentro?

Porém, às custas da ira incontrolável que nega o corpo do destino, a "Sociedade" como que por encanto começou a trocar passes verticais e buscar o gol com frequência. Não parecia - na verdade não era - o mesmo grupo do primeiro tempo. Dedo do Técnico... Dedo de Deus.

Enfim, seja lá por qual dedo, a "Sociedade" brilhou dentro das quatro linhas e fora dela. Não pela violência, mas pela virilidade. Não pela insanidade, mas pela intensidade. Não pela moral duvidosa, mas pelo caráter.

E por falar em caráter... Francamente, que imprensa leviana! Corporativa, tendenciosa e clubística. Casei de gente assim.
 
Cansei das mesmas desculpas e álibis dos maus jornalistas. Eles envelheceram e não aprenderam a usufruir com sabedoria das lições que o teclado os ensinou.

Falávamos do que mesmo? Ah, da batalha travada frente os uruguaios e da falta de esportividade nutrida entre eles. A mesma que produziu mais algumas páginas à nossa história.

Nossa história que o mundo voltou a enfatizar em guerra e não ao bom e grande "Guerra". Porém, a "Copa Libertadores" tem lá particularidades. Felipe "Pitbull" Melo que o diga.

Que o diga, para não haver dúvidas, o nosso torcedor menos otimista. Para a confiança há muito o que percorrer, mas o caminho é este, traçado   entre  as colunas de Montevidéu.



***

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História... Amizades... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.

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