E AÍ CUCA METEU O PORCO LOUCO E... ( 28/08/2017 )
 


Fatos que só acontecem em aniversários da "Sociedade".

A liderança nas mãos dos favoritos da mídia; a imprensa se aproveitando dos bastidores efervescentes de nosso clube e "baixando a madeira"; e o adversário deste final de semana, embora respirando por aparelhos, armando a estratégia em cima dos nossos erros.

Um cenário propício para a tragédia, não fosse o aniversariante chamar-se "Sociedade Esportiva Palmeiras" e seus "103" anos significarem mais que o caminho das probabilidades.

Tudo começou com a derrota dos líderes - e pela primeira vez o sentimento de que o título da concorrência não é certeza absoluta.

Alguns colegas palestrinos proclamaram aos meus ouvidos: "Alguns pontos perdidos foram rifados ao custo de trocados e agora é tarde". Tarde? Por que as coisas ficam claras quando é tarde demais? Na verdade, sempre há tempo para mudar o nosso destino e o "agora é tarde" existe para os normais e não para aqueles que querem "meter o louco".

Entendi bem? Para aqueles que querem "meter o louco"? Atingimos a insanidade e o "porco louco" arregaçou as mangas, fechou os olhos e foi à frente de batalha à fórceps?

Confesso ao amigos leitores, algumas atitudes demandam mais que bom senso e equilíbrio emocional. Demandam sangue nas veias, sentimento à flor da pele e inconformismo com o querer acertar e não conseguir.

"Cuca" escolheu alguns caminhos que passaram ao largo da unanimidade. Aliás, ele não é mais unanimidade, mas ainda é técnico da "Sociedade" e responsável pelos jogadores que correm dentro das quatro linhas.

Todas as medidas tomadas por "Cuca" foram recebidas pelo veneno mortal contido na língua do torcedor, mas graças a "San Genaro" e ao seu pressentimento surtiram o efeito desejado.

Tudo na vida vive de ciclos e nada é permanente. Uma hora o giro atenderia os nossos interesses.

Nada melhor do que "meter o louco". Ou melhor, "meter o porco louco" e tirar a magia do coelho da cartola.

Espero que o meio termo entre lucidez e loucura continue e nos faça ascender a chama do campeonato. Enfim, como diria o filósofo "Nietzsche (1844 - 1900)": "Há sempre um pouco de [lucidez] na loucura".



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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História... Amizades... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.

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