UMA SINFONIA PARA GOEBBELS (29/12/2017)
 


Uma base mantida e alicerçada em valores pontuais, conceitualmente chamados de reforços, isto basta para confirmarmos uma temporada vitoriosa? Concluímos que, depois dos últimos capítulos proporcionados pelo futebol, o sucesso é mais ardiloso do que propõe a crônica esportiva.

Compreender uma conquista ultrapassa o entendimento comum e curiosamente leva-nos além das quatro linhas. Resumindo: "Vencer os jogos e levantar a taça não depende exclusivamente do resultado alcançado dentro de campo. É fundamental aprender a lidar com os valores enraizados nos bastidores". Os mais fleugmáticos diriam: "Não precisamos que os resultados sejam forjados, mas vigiá-los, para que não sofram mutações é digno das mais bem acabadas cautelas e atenções".

Futebol, hoje, não é apenas "bola na rede". Há diversos valores - leia-se interesses - a cada disputa. Quando o atleta levanta um troféu e exibe o objetivo final de um campeonato, não é somente a sua torcida que se alegra. Detentora dos direitos de imagem, a rede televisiva  - somada a seus parceiros - leia-se investidores - abrem seu sorriso, também.

Volátil, tal rede televisiva pode perfeitamente induzir o caminho dos competidores. Seria uma desonestidade travestida de boa fé? Não diria tanto, mas convencer os necessitados é uma estratégia genuína - se é que vocês me entendem bem -.

Vamos por analogia voltar no tempo e buscar a figura de "Paul J. Goebbels (1897 - 1945)", ministro da propaganda do governo nazista de "Hitler", entre 1933 e 1945.

"Goebbels" controlava de forma absoluta a "imprensa" e as "informações". "Cinema" e "rádio" vendiam a ideologia "ariana" e "nazista", de uma "Alemanha" conduzida por valores morais, porém absolutamente embriagados em nacionalismo xenófobo.

A "Alemanha" precisou perder a guerra para conhecer a verdadeira face de seus comandantes. Enquanto a sociedade alemã foi administrada dentro de suas bases mais tradicionais, Goebbels e equipe fizeram de "Hitler" um deus.

Como Goebbels conseguiu tal proeza? Escrevendo a verdade com as cores da mentira. Incutindo na cabeça de cada membro da cidadania de que o melhor seria o que "Hitler" falasse.

Retornando aos tempos atuais, não precisamos de novos "Goebbels" que nos ofereçam a pseudo verdade. Ela é!

Cuidado quando o programa vende uma mensagem de trabalho irrepreensível, onde o vitorioso tinge seus passos por intermédio de um planejamento que data de "mais ou menos" "10" longos anos. Certamente ele não foi conquistado apenas dentro das quatro linhas.

Parcerias e interesses. Homens e instituições. A quem o placar final interessa?

Palmeirense, feliz 2018!



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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História... Amizades... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.

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