A FERRO E FOGO (31/01/2018)
 


A cada dia assimilamos mais e melhor. As "bocas de Matildes" não nos incomodam com a mesma frequência de outrora.

Certamente, depois de insistentemente sangrar, a coletividade alviverde aprendeu a separar o joio e o trigo, o mau e o bom profissional da imprensa.

Chegou a hora de tais cronistas esportivos realizarem um "tardio mea culpa" e vislumbrarem com decência o quanto suas línguas contém o nefasto veneno dos tendenciosos.

Distantes estamos de perceber quaisquer mudanças significativas neste painel. Miseravelmente, o orgulho supera o dom de ouvir e coloca os ilustres suspeitos sob o infecto domínio da vaidade.

Alguns nos interpretam com ironia, enquanto outros desdenhosamente mentem ou demonstram desconhecimento de causa. Entretanto, ao utilizarem-se de dois pesos e duas medidas, eles mais personificam o mundo contemporâneo, onde os amigos respiram a justiça e os inimigos a lei.

Eu queria falar de nossas vitórias, alcançadas às custas da fibra de nossos heróis (Red Bull) ou da constante intensidade, própria dos melhores (Bragantino). Porém, eles não nos oferecem paz e o pós-jogo sempre é marcado por ilações banhadas nas águas turvas do cinismo.

Não se iludam diante dos falsos elogios. Eles querem para os seus, o peso leve do fardo outorgado aos oportunistas.

Pois que vivam do deboche e mergulhem suas cabeças no abismo profundo de suas incertezas. Nós estamos bem e bebendo água limpa.



***

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História... Amizades... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.

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