LICENÇA MORAL PARA RECLAMAR (07/02/2018)
 


Com aproveitamento integral dos pontos disputados - o  melhor entre os clubes da Série A -, a "Sociedade" vai resgatando, jogo a jogo, os revezes contraídos na temporada de 2017.

Desde 1984 - à época "8" vitórias consecutivas - não iniciávamos o "Estadual" com tamanha desenvoltura. Cada adversário é encarado com respeito e diferente da última temporada não nos deixamos impressionar por frases de efeito, do tipo "Real Madrid das Américas".

Talvez o nosso volante, "Felipe 'Pitbull' Melo", seja o melhor exemplo para explicarmos o sucesso alviverde. Afinal, o "Ousado" retomou a posse de bola "18" vezes nas "4" partidas disputadas por ele - o 1' neste índice técnico.

Certamente, como diria "Paulo Nobre", corre sangue nas veias -  e nos olhos - de nossos jogadores. Como não admitir que o objetivo maior é varrer da memória de nosso torcedor as inúmeras maledicências produzidas pelos adeptos adversários?

Time com fome e intenso, aprendemos que a posse de bola é fundamental para quem sabe o que fazer com ela. Desarmar - "90" -, driblar - "18" - e chutar com pontaria - "31" - só nos fazem mais próximos da conquista. Índices indesmentíveis do melhor ataque - "10".

Contudo, não podemos entender os números como definitivos. A cada peleja a concorrência e a "imprensa" nos põem à prova. Difícil será sempre o próximo litigante. Mérito pelo último resultado alcançado terminará com o apito do juiz.

E por falar em juiz... O encontro entre os representantes dos clubes que compõem a "Série A" do "Brasileiro" foi, no mínimo, paradoxal. Claro, digno de uma entidade com as características da "CBF".

Assim como a economia e a política de nosso país, o futebol brasileiro, meio a contragosto para seus dignatários,  passa por uma limpeza de suas bases estruturais. Roga-se, por exemplo, a necessidade de novas ferramentas que ofereçam credibilidade às disputas dentro das quatro linhas.

Talvez a "arbitragem televisiva" fosse a primeira porta a ser aberta, mas não foi bem assim. Doze (12) entre os vinte (20) membros do "conselho" não entenderam de tal forma. Entre eles - pasmem - um certo  concorrente sob suspeita constante. Coisas que somente o rançoso populismo pode explicar.

A "Sociedade" que muito nos orgulha votou favorável. Eu não consigo imaginar outro voto que não seja em benefício da ética esportiva. Aliás, não me venham com desculpas financeiras. Inúmeros clubes reforçam seus times com jogadores questionáveis e gastam mais do que o previsto pelo introduzir de tal tecnologia.

Contraditório? Claro! Afinal, os mesmos que negam o futuro reclamarão da injustiça cometida pelo gol anulado ou impedimento não assinalado.

Recado aos hipócritas: Como diria Gigliotti: "Não adianta chorar!".

Reclama quem pode ou quem tem moral para isso.



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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História... Amizades... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.

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