GOLEIROS E CENTROAVANTES (21/02/2018)
 


Acompanho futebol desde "1970" e nesse período assisti vários times montados pela "Sociedade". Alguns fortes, outros não, mas a maioria deles caracterizados por goleiros e centroavantes acima da média, principalmente quando o assunto era "Derby".

Analisar a importância de cada "Derby" é o mesmo que senti-los novamente à flor da pele. Tem a força de enviar-nos aos mais antigos arquivos que nossas memórias podem guardar.

Lembro-me principalmente das vitórias conquistadas, porque as derrotas ensinaram-me a deixá-las de lado, embora um provérbio japonês diga que "pouco se aprende com a vitória, mas muito com a derrota". Puro eufemismo.

Melhor seria pensar nos goleiros e centroavantes que sempre fizeram a diferença em nosso favor, tais como César e os três gols anotados na vitória por 3 a 1(Taça SP, abril/1970) ou Gilmar ao fechar o gol alviverde no 1 a 0 (Paulista, agosto/1981) - uma das maiores partidas que eu presenciei de um goleiro vestindo a camisa palestrina.

"Velloso" estreou no gol verde e branco, em fevereiro de 1989. Foi no "Derby" de abril, dessa mesma temporada, que ele ganhou a confiança da torcida (2 a 0, Paulista).

"Evair" ajudou a "Sociedade" a sair de uma fila de "16" anos justamente em um "Derby". Porém, seu primeiro e único "hat-trick" frente ao "alvinegro" jamais será esquecido (4 a 1, Brasileiro, novembro/1994).

Um ano mais tarde, um tal "Giuliano Aranda (Magrão para os íntimos)" repetiria o feito e alcançaria seus quinze minutos de fama (3 a 1, Paulista, maio/ 1995).

"Marcos" e "Libertadores", em meio a pênaltis defendidos, se misturaram de forma homogênea. Quando o alviverde conquistou a "América", o goleiro citado acima foi fundamental e o "Derby" passou a fazer parte do seu currículo (2 a 0 e 0 a 2, Libertadores, maio/ 1999).

Reservarei meu direito a não prosseguir nessa viagem do tempo. Talvez, por respeito à história de "Marcos", último a ser abordado e aquele que melhor sintetiza o que aguardamos para esse final de semana: "Sucesso".

Claro que o ano não fechará portas nesse sábado, seja qual for o resultado, mas uma vitória indiscutivelmente abrirá muitas delas.



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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História... Amizades... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.

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