RAÇA (02/04/2018)
 




"Galope Peregrino" acompanha e guarda vigília até a vitória final.

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Raça (Race, 2016) é o longa metragem que passeia pelo episódio dos "Jogos Olímpicos de 1936" e o não menos brilhante desempenho de "Jesse Owens (1913-1980)", corredor norte-americano e vencedor de "4" medalhas de ouro.

À época, caracterizada pelo regime Nazista - racial e antissemítico - a "Alemanha" foi forçada a reconhecer o valor competitivo do atleta afro-americano.

Neste final de semana, a "Sociedade" impôs às forças antagônicas o reconhecimento de nossa superioridade, técnica e tática. Fomos o "Jesse Owens" vintage e tupiniquim.

Precisamos não só vencer o adversário em seus domínios, mas superar outras dificuldades, tais como a torcida, a arbitragem - como de hábito pressionada - e a imprensa - tendenciosa e ufanista -. Porém, desta feita, Dom Quixote superou os moinhos de vento

Bloqueamos as investidas pelas laterais e encaixotamos os armadores litigantes, com estratégia inequívoca. Ficou difícil a arte de criar para quem joga por uma mísera bola.

E aqui deixo o meu elogio ao Técnico "Roger", tantas vezes criticado e colocado sob suspeita. Perder para nosso oponente na primeira fase nos permitiu visualizar onde erramos e corrigir. Discretos tecnicamente, "Dudu" e "Lucas Lima" foram disciplinados taticamente. Como uma disputa de "Super Bowl", minuto a minuto, eles somaram jardas e assim jogaram o "football association".

É bom que se diga e que se repita o mesmo mantra: "Não ganhamos nada e somente assim conquistaremos algo". Fatos novos podem mudar destinos e dificultar o nosso caminho. Todo cuidado é pouco.

Clube e torcida devem convergir interesses e remar rumo ao mesmo porto. Tal sinergia passa pelo jogo deste meio de semana, frente o "Club Alianza Lima". Certamente a força alviverde não será a mesma que nos possibilitou sonhar com o título estadual, mas a diferença virá do emocional emanado pelo entorno das quatro linhas.

Estamos em guerra esportiva e a imagem abaixo ilustra bem do que falo. A 'Sociedade" é um todo e como tal depende de todos. Assim sendo, os filhos teus não fogem à luta.

"VAMOS GANHAR, PORCO!"



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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História... Amizades... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.

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