ATIRE A PRIMEIRA PEDRA (16/05/2018)
 


Atire a primeira pedra, você que me escreveu e concluiu arbitrariamente que minhas palavras não ajudam a refletir sobre nossos problemas.

Sentenciado ao cadafalso eu fui, mas não vou me calar amedrontado por ameaças passionais, desprovidas de consciência e finalidade coletiva.

Depois de conviver bravamente entre os insanos assemelhados a ti - que por ventura mais desconstroem do que protestam -, eu volto a partir do local do crime, ciente de que a guerra apenas começou e não vou deixar-me seduzir pelas sereias inebriantes da discórdia.

Há, pontualmente, algumas arestas a serem aparadas, mas o trabalho está distante de ser chamado de "terra arrasada, como muitos interesseiros políticos e adeptos passionais querem nos vender.

Depois das vitórias, tudo é lindo e maravilhoso. Contudo, corneteiros guardam seus instrumentos e esperam como hienas um novo tropeço para utilizá-los de forma ensurdecedora.

Contudo, após as derrotas - embora poucas, ultimamente - a falta de bom senso impera e chega às portas da covardia miserável.

A mão que afaga é a mesma que apedreja, mas ultimamente só tem apedrejado. Erros acontecem e não por vontade própria, mas torcedores como tu enxergam apenas a carteira cheia de dinheiro dos jogadores, desconsiderando que os homens que envergam a camisa alviverde são passivos dos mais diversos sentimentos, além de caráter e honra.

Tecnicamente, o time alviverde é um dos três melhores do Brasil e eu não tenho dúvidas. Mas taticamente carece de densidade - se todos bem, tudo flui -.

Dica - peço licença aos leitores para ponderar -: se a "Sociedade é um dos contra-ataques de maior contundência do futebol brasileiro, por que não jogar fechado, no erro adversário? Dadas as inconstantes defesas, os erros seriam repetitivos.

Sendo assim, ilustres palestrinos - entre eles tu, meu implacável algoz -, jogar com a bola em nosso poder é predicado para quando atingirmos o equilíbrio e a confiança necessárias.

Mas no mundo tudo flui e os culpados de hoje serão os heróis do jogo seguinte. Passou da hora dos torcedores, assim como tu, alcançarem amadurecimento. Caso contrário, estaremos fadados a assistirmos convocações de jogadores medíocres a substituir outros muito melhores, que por interferências nefastas do fogo amigo são mais criticados do que lembrados pelo que de melhor sabem fazer.



***

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História... Amizades... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.

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