NOVOS EPISÓDIOS, VELHOS PROBLEMAS (26/10/2018)
 


Pois é. Embora nunca quisesse o escárnio alheio, eu acabei refém dos meus próprios pensamentos e palavras.

Lembrei de "Zé Roberto" e repeti em voz alta um mantra de "2015". Até parece que seria um crime acreditar nas palavras deste símbolo em forma de jogador. Como desacreditar que o Palmeiras é grande?

Alguns torcedores excessivamente passionais - e isto nos envia à falta de lucidez - perguntaram-me aonde nos levaria tal crença em frases ocasionais.

- "A "Sociedade" é um caso perdido - diriam os mesmos. Contudo, se a descoberta resulta em concluir que nada podemos acrescentar, eu pergunto: "Para que torcer?

O homem que me tornei depositou seus valores em suas convicções e nunca abriu mão delas. Na vida ou na arte - e o futebol também é - sempre respirei intensamente pelas narinas de minhas certezas.

Nunca fui presa fácil ou um derrotado genuinamente confesso. Vendi caro cada revés e sempre acreditei na manhã seguinte. Não seria agora que facilitaria a tarefa da foice da morte e escolheria a minha sepultura ao lado do jazigo de meu clube de coração.

Para mim, o fim de nossa esperança terminará apenas no apito final.

Quem não partilhar do mesmo sinalizador é melhor abster-se da magia e procurar outra evasiva.



***

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História... Amizades... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.

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