CARTA A UM AMIGO DE SEMPRE (23/11/2018)
 


Resolvi te escrever. A vida nos permite resgatar laços que o tempo cruel afrouxou.

Alguns escrevem sobre desafetos. Eu prefiro escrever sobre amizades que contam mais de "50" anos.

Desde o colo materno você acompanhou o meu crescimento e me ensinou a amar, entre tantos amores, a "SEP".

Um dos primeiros a levar-me aos estádios, você foi aquele que preferiu explicar o futebol e não permitir que o fanatismo redundasse em cegueira.

Pois é, esse esporte popular virou poesia em meus sentidos e através dele cheguei à metáfora prodigiosa da bola balançar a rede.

"Galiotte's" e "Genaro's" à parte, quarta-feira à noite, a cada gol a tua imagem brilhava na parede da memória. Grato por ajudar-me a ser palmeirense.

"Dudu" foi o cara do jogo? Foi? Ele é o cara! Acho que o fim das dúvidas está próximo. Somente a intransigência não aceitará a realidade dos fatos.

Faltam duas rodadas. Duas? Quanto mais próximos do título, mais difícil é a espera. Ansiedade é algo insuportável.

"Leila's", "Nobre's" e caprichos deixados de lado, a família vai bem? Aqui continuamos, estrada afora, um dia por vez.

Assim que o título chegar - e ele chegará -, eu prometo um telefonema. "Galiotte's", "Nobre's" e rompimentos à parte, amizade é algo pra toda vida.

Fique em paz.

A família "Scolari" manda um abraço.



***

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História... Amizades... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.

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