A CORNETA CONTRA OS RATOS (25/03/2019)
 


Em um país corrompido pela intolerância, onde o bem e o mal se assemelham e o julgamento de amigos e inimigos não contemplam o mesmo grau de isonomia, o futebol é apenas um singelo reflexo da realidade.

Pense o que pensar - e você tem todo o direito democrático -, mas o futebol é resolvido na sequência de detalhes e o emocional conta.

Mesmo assim palestrino, há quem ache isso bobagem. Porém, aquilo que se propunha marasmo, travessia para lugar algum, impôs o uso de um braço e nos colocou em desvantagem.

Pode parecer absurdo, mas o que mais me surpreendeu foi a unanimidade que pôs fim à dúvida. Ninguém discordou ou sugeriu uma rota alternativa? Mesmo que não precise, a convergência conclusiva entre as imagens da transmissora do jogo (RGT) e o Video Assistance Referee (VAR) inexistiram.

Mais perplexidade senti após a "penalidade máxima", para mim indiscutível - interpretativa, porém indiscutível - . Contudo, da mesma forma que o lance polêmico citado acima, o árbitro encoberto originou peculiaridades próprias.

Palmeirense, não fosse "Prass" e seu "14'" pênalti defendido e talvez a conta a pagar seria insolúvel.

Pois é, ilustre leitor, a "Sociedade" paga por suas atitudes radicais. Embora controversas e fora do senso comum, compostas entre os melhores exemplos de convicções.

Esse embate com a "FPF" registra aspectos pessoais e ideológicos. Confesso - e é bom deixar claro - que o tumulto não começou no clube. Maldito seja o clubismo.

A entidade que administra o futebol paulista está em vertiginosa queda moral. Suas defesas ultimamente não convencem nem a si próprio.

Cada atitude da "FPF" é mais um tapa na cara ofendida do torcedor alviverde. Deixando "Novo Horizonte" de lado, não podemos nos esquecer do "episódio Moisés suspenso". Ele apanhou e não retrucou, porém foi punido.

Até quando suportaremos? Será difícil afirmar. Eu apenas faço um apelo de quem quer acreditar: "FPF, nos deixe em paz".



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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História... Amizades... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.

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