O FUTEBOL COMEÇOU DEPOIS DE 76 (15/04/2019)
 


Foi assim que os adversários começaram a entender como agir contra a "Academia". Depois de 76 o futebol mudaria.

À época assistir, com míseros quatorze anos, a "SEP", a "Academia" e o fino trato com a bola eram fatores naturais e pareciam não ter fim. O horizonte traria mais "100" anos e nada faria a "Sociedade" desaparecer em pleno palco.

Entretanto, algumas coisas incomodavam a sociedade e não a "Sociedade".

A concorrência do leste contava com uma carestia de títulos que percebia os "22" anos, enquanto a concorrência do sul apresentava bons momentos, mas não dominava o cenário estadual, quiçá o nacional.

Conforme teoria do jornalista "Flávio Prado", por intermédio de um livro nunca publicado, a "Ditadura Militar" atemorizada com a derrota de seu representante a candidato ao Senado, "Carvalho Pinto (1910-1987)", três anos antes, estrategicamente "armou" uma "ajuda social" ao time mais popular da capital. Ela veio rodada a rodada, subjetiva, nunca contra os adversários errados e longe de polêmicas clubísticas. Imagine só um "militar" discursar aos jogadores da "Ponte Preta" nos vestiários, momentos antes do jogo final e orientasse os mesmos qual a alternativa viável para deixar o estádio e não serem agredidos pela torcida, atormetada com uma suposta derrota.

Enfim, o futebol não é para principiantes e os tolos descrentes devem despertar . O problema é que as armações não garantem "100%" de certeza e a década de "70' era assim, com a "Sociedade" surpreendendo as armadilhas, tais como"72", "74" e "76". Houve um tempo que o time alviverde era forte e seus bastidores à altura de quem os representava dentro das quatro linhas.

Lentamente as coisas mudaram, a timidez - displicência? - ao administrar superou a competência enraizada por nossa história e os artífices dos fins que justificam meios dos concorrentes começaram a surtir efeito.

Uma temporada após a conquista do "Estadual de 1976", as torcidas concorrentes começaram a gritar aos quatro cantos o famigerado e eloqüente "Porco... Porco... Porco" - embora ele existisse com menos freqüência, desde 1969 - . Tal atitude descobrira uma brecha psicológica em nossa personalidade.

Diretorias fracas de bastidores por parte da "SEP" somadas a times mediocres montados por essas foram o ápice para que a concorrência deitasse sobre a nossa incompetência.

Só que meio a contragosto de nossos litigantes resolvemos respirar ar puro e beber água limpa.

A "Era Parmalat" veio e mal aproveitada deixou saudades e poucas sementes, somente replantadas no século seguinte.

Agora uma nova era teima existir e se bem administrada permitirá que vários frutos sejam saboreados.

A fórmula? Times competitivos gerados por diretores competentes e confiáveis.

É possível? É claro! As tramas proseguem nos bastidores. Basta conjurá-las com discernimento. Elas apenas diversificaram-se e atingiram os formadores de opiniões.



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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História... Amizades... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.

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