O último grande herói (11/01/2012)
 
Não sou de ter ídolos. Para ser bem franco meu último ídolo no esporte se foi há mais de quinze anos quando bateu em uma mureta em Ímola e o meu maior ídolo na arte também morreu em um acidente automobilístico, mas não em uma Willians, sim em um Fiat Uno em 97, no estado de Pernambuco. Fora Senna e Chico Science eu sou bastante ranzinza quanto a idolatrias. Tenho apenas figuras que admiro: Luís Felipe Scolari e Marcos.

Até pouco mais de uma semana eu pensava como o parágrafo acima.

Mas hoje eu percebo que idolatria não tem a ver com racionalidade e sim com o que diz o coração. Quando Marcos anunciou sua aposentadoria, me dei conta de que eu ainda tinha um ídolo e não queria admitir. Fiquei sem reação ao saber da notícia da aposentadoria do eterno camisa  12. Meu coração doeu como na morte de Chico...

Era um tanto quanto óbvio que o Marcos pararia em breve. Afinal, 38 anos é uma idade avançada para um jogador. E mesmo sendo goleiro, o Marcão sofreu demais com as inúmeras lesões. Porém quando o dia chegou e foi difícil conter as lágrimas.

A aposentadoria de Marcos é algo imensurável. Sai de cena o nosso Santo, o goleiro das defesas impossíveis, o maior pegador de pênaltis que vi jogar, o jogador mais carismático que existiu, somente tendo comparação a Mané Garrincha, o cara sem papas na língua, o torcedor do nosso Palmeiras dentro de campo.

Com a aposentadoria de Marcos o futebol ficou mais chato, mais engessado, mais formal, mais politicamente correto, mais fresco. Com a aposentadoria de Marcos foi pra casa o meu último grande herói.

Álvaro Costa

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