A HISTÓRIA DE JAMES BRADDOCK, O HOMEM CINDERELA (10/02/2014)
 


Apesar das dificuldades que os obstáculos impõem, nunca fale que eles não podem ser ultrapassados.

Todas as manhãs, ao abrirmos os olhos, mesmo que desconheçamos os verdadeiros motivos, mais um sonho deixa de ser metáfora, penetra a realidade e se veste de esperança.

James Braddock (1905-1974), por exemplo, foi um boxeador natural dos Estados Unidos e filho de pais irlandeses. Resolveu ser lutador porque - entre as oportunidades honestas e possíveis que a crise de 1929 permitiu - era o que sabia melhor - lutar pela sobrevivência.

A direita demolidora de Braddock permitiu-lhe um início arrasador - 44 vitórias -, apenas interceptado pela perda do desafio ao Título Mundial - 1929, Thomas Loughran. A derrota deixou-lhe a direita demolidora machucada e o fator psicológico evidenciando uma decadência.

Esquecido pelo universo do boxe, esposa e filhos a quem precisava sustentar, a cada dia Braddock lutava contra pugilistas limítrofes ao surrealismo, tais como desemprego, fome e frio.

Certo dia, depois de inúmeras negativas e serviços eventuais beirando a miserabilidade absoluta, Braddock recebeu uma proposta profissional - sabe-se lá se partiu de Deus ou do diabo. Lutaria contra “Corn” Griffin, por uma bolsa que lhe permitiria pagar suas dívidas. Porém, não poderia cair no primeiro assalto. Entretanto, ele fez mais e melhor. Braddock derrotou um candidato ao Título Mundial por nocaute, no terceiro round. Era o ano da graça de 1934.

Tal vitória trouxe a James Braddock a luz ao final do túnel, a esperança e o povo norte americano - inspirado no feito do boxeador, eles passaram a acreditar que os obstáculos não eram intransponíveis. Assim sendo, Braddock passou a ser chamado de “Cinderella Man” e as vitórias seguidas sobre Lewis e “Lasky” - ambas em 1934 - permitiram-lhe sonhar mais uma vez com o Título Mundial.

Madison Square, junho de 1935, o mote de um povo vai ao ringue medir forças com o campeoníssimo Maximilian Baer. Depois de quarenta e cinco minutos de luta titânica, nosso personagem vence por pontos. Braddock retorna e triunfa sobre a crise recessiva da Bolsa de 29. “Yes, I Can!”

Na qualidade de palestrinos somos o espelho da “Crise da Bolsa de 1929”. Nosso cotidiano é permeado pelo desemprego - entre os melhores -, fome - de títulos - e frio - da falta de esperança. Independente do início motivador de 2014, há controvérsias entre as nossas linhas e o medo do escuro persiste. Precisamos trazer à vida o James Braddock existente em cada um de nós.



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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.

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