JORGE OU JORGE? QUAL DELES MERECE A LEMBRANÇA? (16/04/2014)
 


O Estadual se despediu da “Sociedade” meio que a contragosto.

Não fosse a armadilha montada pelos caprichos dos “deuses do futebol” e o “alviverde imponente disputaria o título frente a “juventude praiana”. Perder Prass, Valdívia e Kardec, dentro dos limites do “futebol de exceções”, compromete e muito. Não há elenco que resista!

Entretanto, que o insucesso sirva de sinalizador - não para insuflar a presença nefasta da figura apocalíptica, mas para pontuar a justa conduta e performance. A travessia, mantendo-se conforme as diretrizes atuais, tende a alcançar o futuro auspicioso. Tempo e tolerância passam a ser fundamentais.

Felizmente, nossa memória procura - e consegue! - preencher as lacunas que esperam por dias melhores. Ela nos permite lembrar de determinados personagens que muito produziram - e produzem! - em nome da Sociedade Esportiva Palmeiras. Dois “Jorges”, por exemplo, destacaram-se - um deles continua se destacando! Faça a sua escolha, pois entre Mendonça e Valdívia a irreverência pede passagem.

Jorge Mendonça (1954 - 2006) era a própria arte. Notável no domínio da bola e agudo como finalizador, dificilmente interpretava o coadjuvante. Curiosamente, ao lado da torcida alviverde, comemorou apenas um título (Estadual 1976). Disputou 217 partidas pelo Palmeiras e anotou 102 gols.

Ao contrário do “Jorge acima”, o “outro Jorge” - Valdívia - é caracterizado por valorizar as assistências à “linha atacante de raça”. Seus gols, embora menos frequentes, oferecem tanta plástica e importância quanto os gols do ídolo dos anos setenta. Incisivo, sempre soube marcar com personalidade e propriedade o nome “mago” na história palestrina (Estadual 2008, Copa do Brasil 2012 e Nacional - Série B/2013). Disputou 212 partidas pelo Palmeiras e anotou 41 gols.

O que colocaria em pé de igualdade, Jorge Mendonça e Valdívia? Indiscutivelmente, o espírito explosivo. Aquela fatia irascível do artista incompreendido e mesmo assim diferenciado dos demais.

Escolha seu craque e nunca mais o esqueça.




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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.

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