COM LICENÇA, EU TAMBÉM VOU CORNETAR (01/06/2015)
 


A "Sociedade" venceu e permitam-me a franqueza afastou temporariamente as cornetas que perturbavam a lucidez do trabalho desenvolvido.

Criticar dirigente, técnico ou jogador é normal, faz parte da lei passional do torcedor. Agora "cornetar" - a diferença é significativa - "TUDO", trazendo à baila a política insana da "TERRA ARRASADA"... Reputo como ausência estratégica do bom e velho palmeirense.

Clamavam a dor da crise tática e eu retrucava com crise técnica. Talvez agora esta voz consiga adeptos que possam compartilhar um raciocínio contrário ao radicalismo.

Defesa, meio de campo e ataque permitiam espaços aos contra-ataques adversários. De tanto treinar e repetir as orientações vindas do "Treinador", a "Sociedade" tornou-se "una" - compacta.

Valdivia talvez tenha se despedido, mas com estilo e propriedade. Pode parecer contraditório, mas insistiria com ele. O "Mago" é capaz de produzir mais e melhor. Neste final de semana faltou-lhe apenas o gol para coroar uma partida ímpar - na etapa complementar a assistência para o "interminável" Zé Roberto foi de cinema, pena que a bola recusou-se a entrar.

Rafael não pode ser esquecido e precisa receber as melhores menções. Sua partida lembrou um saudoso ídolo de nossa história. Ao atuar esporadicamente como pivô, ele foi Evair - por osmose, mas...

Espero que o sangue que pulsa nas veias alviverdes acalme-se e volte à temperatura ambiente. Nós construímos muito e muito precisa ser realizado, contudo ao aprender a falar menos e ouvir mais a coletividade palestrina passará a ser mais participativa.

Com licença, eu também vou cornetar. Mas vou cornetar, sim, a todos aqueles que se julgam acima dos erros cometidos pelo homem; a todos aqueles que julgam o fracasso como má fé; a todos aqueles que se julgam sapientes e bestializam a capacidade dos profissionais.

Afinal, nada é pior que o coro impiedoso de "burro".



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Voltaremos na quarta-feira!


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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.

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