ANACRONISMO (09/05/2016)
 


Analisar uma época - 1951 - mediante o olhar crítico de outra - 2016 - é cometer o erro cronológico - entre outros - do "anacronismo".

As regras que valeram para 1951, quando do "Torneio Internacional de Clubes Campeões", não podem e não devem ajuizar o formato da "Copa do Mundo de Clubes da FIFA" e vice-versa.

A realidade de 1951 apresentava características próprias, que não podem ser comparadas com as características e realidade do século atual.

Ademir da Guia - por exemplo - representou um tempo no espaço. Guardadas as proporções exatas, não podemos afirmar que hoje seu desempenho seria o mesmo. É possível que sim, afinal o talento ultrapassa as barreiras do tangível, mas não podemos incorrer no mal do "anacronismo".

Assim sendo... Sim! Sou favorável a comemorar o título esmeraldino da "Copa Rio 1951", na categoria de "Primeiro Mundial da História do Futebol", mesmo que nossos adversários incorram no erro crasso de contrariar as páginas da "História Contemporânea".

Sabemos do sabor do veneno que o organismo inimigo suporta ao constatar que o "Alviverde Imponente" tem a literatura a seu favor e o absolutismo inegável dos fatos.

Mais uma vez negamos os nossos desafetos, por intermédio da verdade escrita pelos homens que mudaram seu destino, através de suas mãos calejadas e pés habilidosos.

Sendo assim: "A história é uma galeria de quadros onde há poucos originais e muitas cópias". (Alexis Tocqueville)

A história dos homens é a história de sua fome e a nossa fome nos fez genuínos campeões.



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Voltaremos na quarta-feira, 11/05/16.

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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História... Amizades... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.

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