DACUNTO, JESUS E O CORREDOR ALVIVERDE ( 14/09/2016 )
 


Há dois dias do jogo decisivo do "Campeonato Estadual de 1944", "Dacunto", argentino e volante palmeirense é suspenso por um "discutível" tribunal de justiça desportiva. Como não poderia deixar de ser, a responsabilidade recaiu sobre um tradicional rival vinculado à elite financeira da capital paulista à época.

Contudo... "Com Dacunto ou sem Dacunto, eu venço" - cantava a torcida alviverde. E não foi diferente. A "Sociedade" conquistaria mais um campeonato.

Há dois dias do jogo mais importante do "Campeonato Brasileiro de 2016", "72" anos depois, a "Sociedade" se vê privada de seu melhor atacante. Contundido, "Jesus" não deverá defender nossos interesses e cores frente ao CRF. O "Rubro Negro" e mais dezoito concorrentes agradecem.

Porém, mais uma vez, um "mantra" em forma de canto é entoado pela torcida alviverde: "Com Jesus ou sem Jesus, eu venço".

Neste episódio não crucificarei "Cuca" e "DM". É fácil criticar, após o outro escolher. No mínimo leviano.

É bom lembrar aqueles que "pegam carona" no "ouvi dizer": Com o "Menino Jesus" em campo, após seu retorno do selecionado brasileiro, arrebatamos quatro dos seis pontos disputados. Assim sendo, a escolha foi acertada e o risco calculado.

Assustado com o desfalque eminente, o torcedor alviverde não encontra nas estatísticas um "paliativo" para a ausência de "Jesus". Entretanto, elas nunca foram certezas absolutas.

Cara a cara deparamo-nos com inúmeros "tabus" e vários deles, desafiados que foram, caíram por terra. Aprendemos a superar o nosso sofrimento através dos jogos e isto nos fortaleceu.

A presença de nossos simpatizantes nos insufla, impulsiona e locupleta - bendito seja o "CORREDOR ALVIVERDE" e sua magia . Isto nos amadure e aquele "time cascudo" toma forma e está próximo do ponto de equilíbrio. É fato, todavia, que o melhor se manifestará ao final do campeonato, mas por enquanto a imagem e semelhança dos "mais competitivos" já nos basta.

Enfim a concorrência chegou. A euforia tomou dimensões tamanhas por parte dos cronistas que até pensei em volta olímpica após o jogo. Bobagem digna do "business global de cada dia". Deixaram de avisar a "Sociedade".



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Voltaremos na sexta-feira, 16/09/16.

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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História... Amizades... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.


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