O Palmeiras iniciou a disputa do Brasileirão tendo como técnico Vanderlei Luxemburgo. O treinador já vinha sendo contestado pela perda do Paulistão e Libertadores, mas sua demissão não ocorreu em função dos resultados do time em campo, mas sim em função de uma ingerência no futebol do clube; Luxa caiu após dizer que Keirrison não atuaria mais no Palmeiras enquanto ele fosse o técnico; algumas horas depois a diretoria o demitiu.
Nas 7 rodadas que dirigiu o
Palmeiras, o desempenho de Luxemburgo foi apenas razoável. Foram 12 pontos ganhos em 21
possíveis, 57,14% de aproveitamento. Foi com ele que o Palmeiras alcançou sua pior colocação no campeonato (11º lugar). A melhor posição foi um terceiro lugar.
Parcela de culpa: com Luxemburgo o Palmeiras deixou de somar pontos importantes, especialmente contra o Barueri, quando o time ganhava por 2 a 0 e permitiu o empate.
Mesmo tendo permanecido por apenas 7 rodadas, sua responsabilidade pela não conquista do título pode ser considerada grande pois foi ele quem formou o elenco. Contratações erradas foram decisivas para a queda de rendimento na reta final.
Jogos do Palmeiras no Brasileirão sob o comando de Luxemburgo:
Palmeiras 2 x 1 Coritiba
Internacional 2 x 0 Palmeiras
Palmeiras 0 x 0 São Paulo
Barueri 2 x 2 Palmeiras
Palmeiras 2 x 1 Vitória
Palmeiras 3 x 1 Cruzeiro
Atlético/PR 2 x 2 Palmeiras
7 jogos, 3 vitórias, 3 empates e 1 derrota
Com a demissão de Luxemburgo, Jorginho assumiu interinamente o Palmeiras. Sob o seu comando o time realizou 7 partidas. Nesse período
foram somados 16 pontos em 21 disputados, um aproveitamento incrível de 76,19%.
Parcela de culpa: com Jorginho o Palmeiras deixou de somar apenas 4 pontos; logo na estreia do treinador o time empatou com o Santos no Palestra Itália (1 a 1). Quatro rodadas depois o Goiás conseguiu derrotar o Palmeiras (por 2 a 1) graças
ao apito amigo.
Sua responsabilidade pela queda de rendimento do time na fase final é zero.
Por mais que tenha tido a sequência mais tranqulia de adversários (O
Flamengo estava mal, idem para Avaí, Santo André e Náutico), ele pegou o time na quarta colocação e o entregou na vice-liderança.
Jogos do Palmeiras no Brasileirão sob o comando de Jorginho:
Palmeiras 1 x 1 Santos
Avaí 0 x 3 Palmeiras
Palmeiras 4 x 1 Náutico
Flamengo 1 x 2 Palmeiras
Palmeiras 1 x 0 Santo André
Goiás 2 x 1 Palmeiras
Corinthians 0 x 3 Palmeiras
7 jogos, 5 vitórias, 1 empate e 1 derrota
Mesmo com a excelente campanha de Jorginho, a diretoria foi atrás de Muricy Ramalho. A contratação do ex-sãopaulino foi anunciada numa terça-feira, mas Muricy só assumiu o time uma semana depois, contra o Fluminense no Palestra Itália. No domingo anterior o técnico viajou com a delegação
para Presidente Prudente mas apenas assistiu a goleada do Palmeiras sobre o Corinthians por 3 a 0, na despedida de Jorginho.
Sua estreia oficial aconteceu no dia 29/07, a 5 rodadas do fim do returno. Com a vitória apertada por 1 a 0 sobre o Fluminense, o time alcançou a liderança do Brasileirão e de lá só sairia 19 rodadas depois.
Em seu segundo jogo como técnico do Palmeiras, Muricy tinha como desafiante o Sport. O jogo realizado na Ilha do Retiro foi fraco, mas a vitória foi conquistada (com um gol contra). Depois de somar 6 pontos em 6 disputados, Muricy atravessou pelo seu primeiro mau momento. Nos três jogos seguintes, contra Grêmio, Atlético/MG e Botafogo, o time só somou 3 pontos (foram três empates por 1 a 1, sendo dois deles no Palestra Itália). Estava encerrado o primeiro turno do Brasileirão e o desempenho de Muricy era satisfatório (9 pontos ganhos em 15 disputados - 60%).
Logo na partida de estreia do returno os problemas começaram a
aumentar. Contra o Coritiba, no Couto Pereira, o Palmeiras fazia uma partida regular até os minutos finais, quando o árbitro assinalou um pênalti inexistente em Thiago Gentil. Muricy conhecia ali sua primeira derrota (1 a 0).
A partir da derrota sofrida em Curitiba o Palmeiras realizaria sob o comando de Muricy outros
18 jogos. Resultados expressivos foram conquistados (vitórias sobre Cruzeiro e Santos fora de casa), mas os resultados negativos foram mais assíduos. O primeiro grande baque foi a derrota sofrida para o Vitória (3 a 2) em Salvador. Na ocasião o time não jogou absolutamente nada, assustando a torcida.
Três rodadas depois a situação piorou de vez. O começo da derrocada
foi no jogo contra o Avaí, no Palestra Itália. Em seguida o time enfrentou Náutico
(0 x 3), Flamengo (0 x 2), Santo André (0 x 2), Goiás
(4 x 1), Corinthians (2 x 2), Fluminense (0 x 1), Sport (2 x 2), Grêmio
(0 x 2), Atlético/MG (3 x 1) e Botafogo (1 x 2). Dos 33 pontos disputados (contando o jogo contra o Avaí) o Palmeiras somou apenas
9, um aproveitamento esdrúxulo de 27,27%.
Parcela de culpa:
com Muricy o Palmeiras disputou
72 pontos e só ganhou 34 (47,22% de aproveitamento).
Por ter sido o treinador com o maior número
de jogos, lógico que cabe a Muricy a maior
parcela de culpa pela não conquista do título
e pela perda da vaga na Libertadores.
Porém, pesam contra uma maior responsabilidade
do técnico as contusões de três
titulares absolutos (Pierre, Maurício Ramos
e Cleiton Xavier) além da queda de rendimento
inexplicável de Diego Souza e Vagner Love
na reta final do campeonato.
Jogos do Palmeiras no Brasileirão sob o comando de Muricy:
Palmeiras 1 x 0 Fluminense
Sport 0 x 1 Palmeiras
Palmeiras 1 x 1 Grêmio
Atlético/MG 1 x 1 Palmeiras
Palmeiras 1 x 1 Botafogo
Coritiba 1 x 0 Palmeiras
Palmeiras 2 x 1 Internacional
São Paulo 0 x 0 Palmeiras
Palmeiras 2 x 1 Barueri
Vitória 3 x 2 Palmeiras
Cruzeiro 1 x 2 Palmeiras
Palmeiras 2 x 1 Atlético/PR
Santos 1 x 3 Palmeiras
Palmeiras 2 x 2 Avaí
Náutico 3 x 0 Palmeiras
Palmeiras 0 x 2 Flamengo
Santo André 2 x 0 Palmeiras
Palmeiras 4 x 0 Goiás
Palmeiras 2 x 2 Corinthians
Fluminense 1 x 0 Palmeiras
Palmeiras 2 x 2 Sport
Grêmio 2 x 0 Palmeiras
Palmeiras 3 x 1 Atlético/MG
Botafogo 2 x 1 Palmeiras
24 jogos, 9 vitórias, 7 empates e 8 derrotas
Confira no gráfico abaixo como foi o desempenho do Palmeiras
nas mãos de cada técnico.
Conclusão:
se a culpa pela perda do título e da vaga
na Libertadores fosse de responsabilidade exclusiva
de um dos técnicos, Muicy teria de ser apontado
como culpado. Porém, na avaliação
do Palmeiras Todo
Dia, mais que o desempenho individual
de cada treinador, o fator determinante para a não
conquista do título foi a falta de atitude
do elenco, formado por Vanderlei Luxemburgo.
Além da queda de rendimento de seus principais jogadores, Muricy teve a infelicidade de perder três titulares na reta decisiva do campeonato. Pierre, Maurício Ramos e Cleiton Xavier fizeram muita falta.
Entendemos que por ter assumido o time no meio do campeonato e por não ter tido responsabilidade na contratação dos jogadores, seria precipitado
uma troca de comando. Na próxima temporada Muricy terá a oportunidade de formar o elenco e enfim poderá ter um trabalho considerado 100% seu. Ter paciência hoje talvez seja a nossa maior virtude para 2010.
Leia também: (matérias feitas antes do término do campeonato)