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Prólogo


A Vale a Pena ver de Novo? reúne crônicas de mortes anunciadas revisitando episódios passados. Muito do que parece novo, atestará o palmeirense, de novo quase nada tem. Do Prólogo ao Epílogo, a Nação terá elementos suficientes à resposta da pergunta-título proposta.

São as mesmas decisões, causa e consequência; os mesmos nomes, sistema de rodízio; o mesmo Palestra Itália, jardim suspenso, sobrevivendo a círculo vicioso. Coletânea, fatos de ontem, mas quaisquer semelhanças com os fatos de hoje não são mera coincidência.

A História ensina.




"Com dois ou três reforços, faremos um time forte para a próxima temporada."


De ESTEVAM SOARES, técnico do Palmeiras desde maio de 2004




I - O Conselho Gestor


Dezembro de 2004; aproxima-se a eleição à presidência da Sociedade Esportiva Palmeiras. O atual presidente, Mustafá Contursi, prepara o terreno para a transição. Ainda se discute o nome do candidato situacionista a ser apoiado para sucessão, mas o primeiro vice, Affonso Della Monica Netto, é favorito. A oposição já se definiu por Seraphim Del Grande.

Mustafá cria então o Conselho Gestor, órgão que será responsável por conduzir renovações, dispensas e contratações de jogadores durante o processo eleitoral. Confirmado o favoritismo de Della Monica, uma vez eleito, a intenção é manter o comitê, à frente do Futebol, até a eleição dos novos membros do Conselho Deliberativo, marcada para fevereiro do ano seguinte.

Composto por seis homens de confiança do presidente _além do então diretor do departamento, Mario Giannini e de Della Monica, José Cyrillo Jr., Cláudio Mezaranni, Alberto Strufaldi e José Vergamini_ o comitê toma a primeira decisão: não contratar reforço de peso até 09 de janeiro, data do pleito presidencial. No entanto, corre na imprensa a notícia de que dois medalhões chegarão ao Palestra Itália assim que o novo mandatário tomar posse.

II – O Novo Presidente

Janeiro de 2005; após 12 anos sob a gestão Mustafá Contursi, seis mandatos consecutivos, é eleito o novo presidente. Affonso Della Monica Netto, sucessor natural do ex-mandatário, garante a vitória prevista ao conquistar 201 votos dos 257 conselheiros presentes. Eleitos também os quatro vices situacionistas: José Cyrillo Júnior, Luiz Carlos Pagnotta, Luiz Augusto Belluzzo e José Ângelo Vergamini.

Até março, permanecerão nos cargos diretivos os nomes indicados por Mustafá, empossados na administração anterior. O Futebol continua gerido pelo Conselho Gestor, que agora conta também com o ex-presidente. Findas as eleições dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, Della Monica planeja fazer as próprias indicações.

A torcida, à espera dos reforços de peso especulados antes da eleição, reencontra o time no Palestra Itália e comemora a vitória por 2x1 contra o Santo André. Dos contratados para a temporada, jogaram o lateral Bruno (Marília); os meias Cristian e Marcel, que vieram do Paraná, e o atacante Warley (São Caetano). Os laterais André Cunha (Ponte Preta) e Fabiano (Fenerbahce) ainda não estrearam.

III – A Primeira Crise

Fevereiro de 2005; recém-empossado, Della Monica é obrigado a contornar a primeira crise da gestão. O perfil “boleiro” do mandatário é o alvo das críticas. O presidente mantém o hábito cultuado desde que era vice: acompanhar o elenco do Palmeiras em todos os jogos. E a cúpula aliada reclama a presença do dirigente na sede do Clube.

A viagem ao Paraguai, para seguir o time na partida contra o Tacuary pela Taça Libertadores, serviu de gatilho aos reclames. Conselheiros situacionistas atribuem à ausência presidencial o atraso em alguns procedimentos administrativos, a exemplo das compras de material. Alguns assessores queixam-se ainda da sobrecarga de tarefas, consequência do acúmulo de funções.

A queda de Estevam Soares piorou o ambiente já conturbado. A diretoria já havia decidido pela mudança quando o treinador pediu demissão, após o empate por 2x2 contra o União São João. Sem vencer há três jogos pelo Paulista, a discussão entre Estevam Soares e o meia Diego Souza, que fora substituído durante o jogo, tornou a permanência do técnico insustentável.

IV – O Seminovo Diretor de Futebol

Fevereiro de 2005; empossado diretor que já ocupou o cargo na década de 80. Diante do cenário tumultuado, Della Monica adiantou medidas programadas para março. Dobrou o comando no Futebol ao nomear o ex-diretor financeiro, Salvador Hugo Palaia, para auxiliar Mario Giannini, há quase dois anos no cargo. O Conselho Gestor foi extinto e dos seis integrantes só Alberto Strufaldi continua ligado à pasta, à frente das Categorias de Base.

Palaia assume pouco depois de outra mudança: a estréia do novo técnico, com derrota por 3x0, no clássico contra o São Paulo. José Cândido Sotto Mayor foi desejo antigo do Palmeiras, mas não era o atual. Antes da efetivação de Candinho, o Palmeiras tentou negociar com Muricy Ramalho, Geninho e Péricles Chamusca. As três tentativas fracassaram.

O novo diretor terá entre as funções a responsabilidade de falar com a imprensa. Giannini é reservado, evita aparições públicas e raramente concede entrevistas. O Clube pretende ainda a contratação de um cartola remunerado para assumir a gerência do departamento. Alguns jogadores, entre eles o goleiro Marcos, têm solicitado um porta-voz para facilitar o diálogo entre elenco e diretoria.


"O problema do Palmeiras não é o treinador."

De MAGRÃO, volante do Palmeiras após derrota para o São Paulo



V – O Gerente

Março de 2005; contratado o gerente de Futebol, Ilton José da Costa. O Palmeiras que o recebe é décimo colocado no estadual, a 12 pontos do líder São Paulo. O profissional que estava no Santos chega ao Clube em situação delicada e será ‘ponte’ entre os jogadores e os diretores não-remunerados. Ilton deve auxiliar Giannini e Palaia também na busca por jogadores.

Candinho pede contratações que lhe permitam trocar o esquema que tem sido usado, o 3-5-2, pelo tradicional 4-4-2, do qual é adepto. O treinador foi aconselhado pela diretoria a buscar opções no Palmeiras B. De acordo com os dirigentes, bons atletas só se encontram disponíveis no exterior e a preços elevados.

Enquanto aguarda reforços, o técnico ameniza os últimos tropeços pelo Paulista, no Palestra: o empate diante do lanterna Atlético Sorocaba e a derrota para a Portuguesa. "Time grande pode perder para time pequeno sim. Qual é o problema?", disse o técnico antes do jogo contra o Santo André, pela Taça Libertadores. Apesar da prévia ‘permissão’ para novo revés, viu o Palmeiras garantir o empate por 1x1.

VI – O Medalhão

Abril de 2005; contratado o primeiro reforço de peso para a temporada. O meia Juninho Paulista, 32, pentacampeão mundial, é apresentado. Destaque no São Paulo nos anos 90, o jogador chega ao Clube disposto a conquistar a torcida. "Era o meu time quando pequeno", falou enquanto exibia a prova: uma fotografia vestindo a Camisa do Palmeiras, aos três anos de idade.

Além da contratação de renome, a diretoria segue em busca de outros atletas. A prioridade é fortalecer o ataque: Luis Fabiano (Porto); França (Bayer Leverkusen); Fernando Baiano (Málaga) e Rômulo (Ituano) são sondados. Mas é a negociação com Washington, da Portuguesa, a mais próxima da concretização.

A sequência de duas vitórias pelo Paulista afasta o time da zona de rebaixamento e o foco é na disputa pela Libertadores. Agora, a maior preocupação dos diretores é controlar as declarações do goleiro Marcos. O ídolo tem manifestado publicamente a insatisfação com o rendimento irregular da equipe. Irritados, Mário Giannini e Salvador Hugo Palaia exigiram que ele maneirasse nas entrevistas.


"O time tem que melhorar muito, pois, se continuar jogando dessa forma, está fora da Libertadores."

De MARCOS, ídolo palmeirense após derrota por 3x0 para o Rio Branco



VII – A Reviravolta

Abril de 2005; segunda quinzena. Desde que haja disponibilidade, o presidente avaliza condição financeira para contratar outros ‘Juninhos’: “Vamos trazer mais dois do nível dele. Basta ter alguém disponível no mercado". Pelo meia, o Celtic recebeu US$ 1,3 milhão e até o fim de 2006, término do contrato, a S.E.P. desembolsará cerca de R$ 2,5 milhões em salários com o jogador. Segundo Della Monica, o orçamento previsto para 2005, de R$ 33,8 milhões, é suficiente.

Confirmadas as contratações dos atacantes Washington (Portuguesa) e Sérgio Gioino (Universidad de Chile). O primeiro já era esperado, a surpresa foi o anúncio do argentino de 32 anos. Agora são seis as opções para o ataque. Ricardinho, Osmar e Adriano Chuva, heranças de 2004, e Warley, ex-São Caetano, contratado em janeiro. A derrota por 2x1 para o Santo André, pela Libertadores, encerra a era Candinho exatos dois meses após o início.

O treinador entregou o cargo e fez severas críticas à diretoria: falta de planejamento, lentidão nas negociações e desentendimento entre a cúpula. Ao que parece, a extinção do Conselho Gestor deu-se apenas na teoria. Os atuais seis homens fortes do Futebol (além dos diretores Palaia e Giannini, o gerente Ilton José da Costa, os vices José Cyrillo Jr. e Luis Pagnotta, e Della Monica) não alcançaram unanimidade e escolheram o sucessor de Candinho por maioria de votos. Paulo Bonamigo, o novo técnico do Palmeiras, ‘venceu’ Abel Braga e René Simões.

VIII – A Reformulação

Maio de 2005; Bonamigo não veio sozinho. Com ele chegaram os auxiliares Alciney Miranda, para as bases, Edson Gonzaga, braço direito do técnico, e o preparador físico Sullivan Dallavalle para o lugar de Moracy Sant'Anna. Outras mudanças podem ocorrer. Além da preparação física, o Departamento Médico tem sido contestado. Parte da base aliada reclama da frequência de lesões e questiona o longo tempo na recuperação dos jogadores.

Para compensar a ausência de Diego Souza, afastado por indisciplina, o elenco é reforçado no meio-campo. Marcinho assina contrato por três anos. Por 50% dos direitos federativos, o Palmeiras pagará R$ 6,2 milhões ao São Caetano. Mas as críticas ultrapassam os gramados. Para alguns conselheiros situacionistas, o ‘conclave’ responsável pela gestão sobre o Futebol age de maneira excessivamente passional.

Nada, porém, impede a sequência negativa sob o comando de Bonamigo que culminou na eliminação do Palmeiras, pelo São Paulo, nas oitavas de final da Libertadores. No Brasileiro; um empate, três derrotas e duas vitórias. A última, contra o Santos, salvou o treinador da degola. É o terceiro técnico que passa pelo Palestra em cinco meses e o único que pôde contar com os três mais altos investimentos para a temporada. Juninho Paulista, Marcinho e Washington custaram ao Clube cerca de R$ 8 milhões.


"O Palmeiras é um time de colônia."

De CANDINHO, ex-técnico do Palmeiras, após entregar o cargo



IX – A Faxina

Junho de 2005; os resquícios da eliminação. Justificativas, rachas e dispensas cercam as alamedas. O treinador alega que falta entrosamento. Os jogadores falam em falta de confiança e de pontaria. A imprensa fala em racha no elenco. E o capitão não fala. Marcos, mais de 300 partidas pelo Palmeiras, evita entrevistas. À diretoria, não importam os motivos. Decide cobrar Bonamigo por resultados e vê na ‘faxina’ do elenco a solução.

A lista de dispensas será divulgada em duas partes. Na primeira, apresentada após uma reunião entre a cúpula e o técnico, o lateral André Cunha, o zagueiro Gabriel, o volante Claudecir e o atacante Osmar foram colocados à disposição. A segunda causa polêmica entre os homens que comandam o Futebol. Ao checá-la, o presidente riscou o nome do meia Cristian, indicado por ele. Já o treinador desaprovou o corte de Correa e defendeu a permanência do volante.

Bonamigo está preso a um fio. Seguro pela vitória por 5x2 contra o Vasco, voltou a balançar na derrota por 2x1 contra o Paysandu. O Palmeiras ocupa a 14ª colocação na tabela do Brasileiro, com dez pontos somados. Campeão paulista com o São Paulo, Émerson Leão, recém-demitido pelo Vissel Kobe (JAP), foi sondado extra-oficialmente. O ex-goleiro mantém estreita amizade com Palaia, que ganhou poder desde o afastamento de Giannini, há meses licenciado.

X – O Recomeço

Julho de 2005; reinício. Fracassa a tentativa de repatriar Vágner Love. Affonso Della Monica anda insatisfeito com o trabalho do gerente Ilton José da Costa. O presidente critica a ‘estratégia’ de vazar para a imprensa o interesse pelo atacante. Além de prejudicar a transação, tornou maior a desmoralização diante do insucesso. Conselheiros criticam também a falta de base para a ‘indicação’. Ilton apoiou-se na palavra de um amigo de Love para iniciar a negociação.

Em breve, o time poderá contar com dois reforços anunciados em junho, o zagueiro paraguaio Gamarra (Inter de Milão), 34, e o lateral-direito Baiano (Boca Juniors), 27. O beque, que já havia aberto negociação com o Clube por três vezes, enfim acertou os salários: R$ 61,6 mil/mês. E Baiano, campeão da Série B em 2003, volta seis meses após ser dispensado, ganhando mais do que os R$ 35 mil mensais que recebia em 2004.

Bonamigo não consegue vencer a sequência de três partidas em São Paulo, compromisso que assumira com a diretoria. A vitória contra o Botafogo é seguida por duas derrotas, uma para o rival Corinthians e outra para o Fortaleza, em casa. Émerson Leão assume o time, 16º colocado, em crise, mas recebe “carta-branca” para reverter a situação. Afasta o goleiro Marcos “desmotivado” pelas dores no pulso e, invicto (duas vitórias, dois empates) termina o mês na 13ª posição, com 21 pontos.


"Posso garantir que o Palmeiras vai montar um supertime ainda neste ano ou para o ano que vem."

De PALAIA, diretor de Futebol, tranquilizando a torcida


XI – O Rugido

Agosto de 2005; efeito Leão. O treinador, que pretende ocupar o cargo por mais de 66 dias, média dos três antecessores, recebeu luvas de R$ 500 mil para assumir, mas aceitou baixar o valor salarial (de R$ 400 para 250 mil). Abriu mão de multa rescisória, porém garantiu ressarcimento se demitido antes do término do contrato, ao fim de 2006. Caso o Clube rompa o compromisso, desembolsará valor referente à metade do tempo restante ao acordo.

Polêmico, o técnico disse que o CT “parou no tempo”, subestimou as categorias de base e reclamou do gramado. Tantas críticas púbicas motivaram a alfinetada do dirigente são-paulino, Marco Aurélio Cunha: “Ele ficou muito mal-acostumado aqui.” Além de mudanças na Comissão Técnica, (o auxiliar e preparador de goleiros Pedro Santilli toma o lugar de Zé Mário e Fernando, sobrinho de Leão, assume a preparação física), foi dispensado o psicólogo João Cozac.

No banco, ídolo passa por mês agitado. Um grupo de investimento internacional, de propriedade do agente israelense Pini Zahavi, ofereceu US$ 3 milhões pelos direitos federativos do goleiro. A agente do jogador, Gislaine Nunes, chegou a dizer que estava “tirando Marcos do Palmeiras", mas a prévia renovação do contrato, que venceria em 2007 e foi estendido até julho de 2009, afiançou, já no próximo pagamento, 10% de reajuste nos direitos de imagem.

XII – O Supertécnico

Setembro de 2005; salto na tabela. Em 16 partidas, nove vitórias, cinco empates e apenas duas derrotas. Do 16° lugar, quando assumiu, Émerson Leão leva o Palmeiras a 6ª posição do Brasileiro, com 45 pontos. A ascensão tem justificado o poder dado ao treinador e esvaziado as críticas de parte da situação. "O Leão tem carta branca para fazer o que quiser" e “Quem tem Leão, tem tudo”, frases do diretor de Futebol, Salvador Hugo Palaia, resumem o período.

A pedido do técnico, o antes renegado Diego Souza rescinde com o Vissel Kobe e volta ao Clube. O meia, alvo de críticas da torcida e dos dirigentes, estava afastado por indisciplina quando foi emprestado ao time japonês, até o final do ano, após a eliminação na Libertadores. O lateral André Cunha, reintegrado ao elenco, e os atacantes Muñoz e Gioino, recuperados de lesões, reforçam a equipe. Marcos treina, mas continua na reserva.

Extracampo, a cúpula se ‘divide’ entre os aliados de Mustafá e os próximos a Della Monica. O presidente sinaliza que pretende renovar parte da diretoria em 2006, mas o grupo do ex acredita que as trocas foram pedidas pela oposição, liderada por Seraphim Del Grande e Luiz Gonzaga Belluzzo. O diretor Roberto Frizzo pede ao Futebol que lhe preste contas. Apoia-se no regimento interno: em alguns casos, o aval do departamento administrativo é obrigatório.


"Eu gostaria de ser o Citadini palmeirense. É um homem culto, inteligente, um diretor maravilhoso."

De PALAIA, diretor de Futebol do Palmeiras


XV – A Decisão

Dezembro de 2005; decisivo. Suspenso pelas ofensas ao trio de arbitragem no jogo contra o Inter, Émerson Leão não estava no banco quando Tuta cabeceou e abriu o placar para o Fluminense. Foi o auxiliar Pedro Santilli quem comandou a virada, vitória suada, que deu ao Palmeiras o direito de disputar a próxima Libertadores. Maior público do ano no Palestra, 26.996 palmeirenses comemoraram a vaga como se fosse o título.

Edmundo é contratado. O atacante, no entanto, esteve “por um triz”. Detido no Rio de Janeiro por embriaguez e desacato, foi ‘perdoado’ por Leão, mas com ressalva: “Vi o que ele fez nas férias e ainda bem que foi nas férias. Se fizesse aquilo enquanto fosse atleta do Palmeiras estaria fora". O contrato sem multa rescisória é a solução encontrada para que uma futura dispensa, por indisciplina, nada custe ao Clube.

Anunciados também os laterais-direitos Paulo Baier, 31, (Goiás) e Amaral, 18, (Fortaleza). Para a ala esquerda, Márcio Careca, 27, (Brasiliense). O atacante Enílton, 28, que estava no Juventude; o zagueiro Douglas, 26, (São Caetano); e o meia Ricardinho, 30, (Inter), completam os reforços já acertados. Após queda-de-braço entre Della Monica e Palaia, que chegaram a anunciar a dispensa, e Leão, que exigiu a permanência, o goleiro Sérgio renova por um ano.

XVI – O Balanço 2005

No elenco, 41 jogadores. Negociados para o ano, 13: os zagueiros Leonardo Silva (Bahia) e Gamarra (Inter de Milão); os laterais Bruno (Marília), André Cunha (Ponte Preta) e Fabiano (Fenerbahce); os meias Roger Bernardo (União São João), Marcinho (São Caetano), Juninho Paulista (Celtic), Marcel e Cristian (Paraná); e os atacantes Warley (São Caetano), Washington (Portuguesa) e Gioino (Universidad de Chile).

Dos oito atacantes disponíveis; os três contratados, mais três herdados (Ricardinho, Osmar e Adriano Chuva) somados a Claudio e Thiago Gentil (Base); nenhum se firmou titular. Apesar das quatro opções para a ala direita, [André Cunha, Bruno, Baiano (dispensado em 2004, recontratado seis meses depois) e Marcus Vinicius (Palmeiras B)], o volante Correa atuou improvisado na posição em mais de 40% dos jogos.

Quatro técnicos efetivados e queda de aproveitamento nas três primeiras trocas. Estevam Soares, oito partidas (quatro vitórias, dois empates, duas derrotas): 58%. Candinho, 16 (cinco vitórias, cinco empates, seis derrotas): 42%. Bonamigo, 16 (cinco vitórias, dois empates, nove derrotas): 35%. Com 63%, cinco pontos percentuais a mais que o primeiro demitido, Leão, 30 jogos (16 vitórias, nove empates, cinco derrotas) reverte a tendência.

Descontado o valor de US$ 2 milhões, recebido na transação com o Yokohama Marinos (JAP) pelo volante Magrão, foram investidos cerca R$ 10 milhões em negociações. Quantia elevada se comparada à gestão anterior, adepta à filosofia do “bom e barato”, mas que levou o Clube ao mesmo lugar ocupado no Brasileiro em 2004. À quarta colocação. E à fase classificatória da Libertadores.


"Cada ano aumenta a pressão. Um time grande não pode ficar esse tempo todo sem ganhar."

De MARCOS, goleiro, ídolo e torcedor do Palmeiras


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